A Justiça e o Direito nos jornais desta sexta
Os 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho vão se dividir em dois grupos durante as reuniões da semana que vem. Um discutirá questões relacionadas à jurisprudência, enquanto outro tratará de normas institucionais. Essas propostas serão encaminhadas para apreciação em reunião plenária. A pauta prioritária de revisão da jurisprudência inclui 26 itens, revela o jornal Valor Econômico.
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Qualificação individual
O Jornal do Brasil noticia que o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Roberto Wollinger, afirmou que o ministério avalia a qualidade da aprendizagem, e não a qualificação individual dos profissionais que se graduam em Direito. Ao participar de reunião da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em Brasília, o diretor disse que o Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade), ainda não é capaz de atestar a qualidade do ensino a ponto de ser possível dispensar outra avaliação, como o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Clique aqui para ler mais na ConJur.
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Sem consenso
O Supremo Tribunal Federal negou os pedidos de três réus da ação do mensalão para ter acesso a informações sigilosas do inquérito que corre paralelamente ao processo principal. O Inquérito 2.474 foi aberto para apurar desdobramentos do esquema de pagamento de propina no Congresso Nacional revelado em 2005. O pedido foi feito por Kátia Rabello, Roberto Salgado e Vinícius Samarane, respectivamente, presidente e diretores do Banco Rural à época dos fatos, informa o jornal O Globo. O pedido foi negado por 4 votos a 3. A maioria entendeu que não haveria necessidade de repassar informações sobre o inquérito uma vez que os três réus não são citados nele. Clique aqui para ler mais na ConJur.
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Genérico suspenso
A Justiça Federal em Brasília determinou a anulação do registro de dois medicamentos genéricos usados no tratamento de doenças psiquiátricas. Trata-se de produtos que têm como princípio ativo o oxalato de escitalopram, usado no tratamento de depressão, ansiedade e TOC (transtorno obsessivo compulsivo). O nome comercial do primeiro registro do medicamento é Lexapro. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou que vai recorrer da decisão. As informações são dos jornais Folha de S.Paulo, Jornal Floripa e Jornal do Brasil.
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Liminar inédita
Um juiz concedeu liminar na Grã-Bretanha que proíbe a veiculação de informações no Twitter e Facebook sobre o caso de uma mãe que está lutando na Justiça para conseguir interromper o atendimento médico a sua filha. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a filha, de 43 anos, sofreu graves danos cerebrais em 2003 em decorrência de uma doença e está em um estado mínimo de consciência. O juiz Scott Baker, da Alta Corte britânica, concedeu uma liminar que seria a primeira do tipo no país a proibir a veiculação de informações nessas redes sociais.
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Revisão de aposentadoria
A Justiça Federal em São Paulo concedeu liminar obrigando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pagar, em até 90 dias, a revisão de 131 mil aposentados e pensionistas que tiveram o benefício concedido entre 1988 e 2003 e limitado ao teto da época, informa o jornal Folha de S.Paulo. A liminar, do juiz Marcus Orione Correia, foi concedida a pedido do Ministério Público Federal em São Paulo. A revisão, garantida pelo Supremo Tribunal Federal em 2010, teve repercussão geral, ou seja, deve ser seguida por todas as instâncias.
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Vinte minutinhos
Boletins de ocorrência em até 20 minutos, melhor atendimento nos 93 distritos da capital, mais policiais trabalhando onde o número de ocorrências é maior e aprimoramento das investigações. Esses são alguns dos objetivos de megarreforma na Polícia Civil que deve começar no próximo mês na capital pelas Seccionais Norte e Leste. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, delegados do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), responsáveis pela elaboração do plano, já estão percorrendo seccionais para apresentar a reforma aos policiais.
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Pela valorização
Procurador da República Alexandre Camanho tomou posse no cargo de presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Em solenidade feita no auditório da Procuradoria-Geral da República, Camanho assumiu a função exercida nos últimos quatro anos por Antonio Carlos Bigonha, que, no seu discurso de despedida, homenageou o ex-vice-presidente, José Alencar, que morreu em março. Segundo o jornal Correio Braziliense, já no seu discurso de posse, o novo presidente da ANPR defendeu o reajuste salarial da categoria e a valorização do trabalho dos procuradores da República.
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Falso advogado
Como informa o jornal O Globo, um falso advogado foi preso dentro do Fórum de Mogi das Cruzes (SP), quando defendia um réu durante uma audiência. O juiz desconfiou. Flávio Benedito Pereira não tinha registro na OAB, mas usava uma carteira falsa da entidade. A ficha dele na Polícia tem mais de 40 páginas, com passagens por furtos e estelionatos. Agora, ele responderá também por uso de identidade falsa e exercício ilegal da profissão.
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Marca protegida
A Visa do Brasil venceu, no Superior Tribunal de Justiça, uma disputa com uma indústria de laticínios do município de Formiga (MG), que adotou a marca Visa em seus produtos. A 4ª Turma, em Agravo Regimental, reconsiderou decisão anterior e reconheceu o status de alto renome à marca, impedindo outras empresas de utilizá-la, mesmo em produtos e serviços não relacionados à área financeira. A notícia é do jornal Valor Econômico.
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Não há vagas
O Jornal do Brasil conta que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal — no julgamento de um recurso de Habeas Corpus — determinou a um juiz criminal de Ribeirão Preto (SP) que um condenado a dois anos por crime de falsificação de documento público cumpra a pena em regime aberto, "diante da noticiada ausência de vagas em regime semiaberto" naquela cidade. O condenado estava submetido ao regime fechado, mas vai cumprir o resto da pena em casa mesmo. Em todo o estado de São Paulo, só há registro — no banco de dados do Conselho Nacional de Justiça — de dois institutos penais agrícolas, para onde devem ser enviados os presos em regime semiaberto.
Culpado, mas livre
Um tribunal de Munique, na Alemanha, condenou John Demjanjuk, de 91 anos, a cinco anos de prisão por sua participação no assassinato de cerca de 28 mil judeus no campo de concentração nazista de Sobibor (Polônia), na Segunda Guerra (1939-45). Os jornais Folha de S.Paulo e O Globo contam que Demjanjuk era um dos guardas do campo. Apesar da condenação, o juiz do caso, Ralph Alt, mandou soltá-lo, sob o argumento da idade avançada e de que ele já havia ficado preso por dois anos antes do julgamento.